Notícia: Educação, cultura e trabalho: co.liga chega a 100 mil estudantes inscritos em todo o país

Educação, cultura e trabalho: co.liga chega a 100 mil estudantes inscritos em todo o país

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Em quatro anos, escola coleciona histórias e marcos expressivos de atuação na economia criativa

Foto de grupo com cerca de 13 pessoas, em sua maioria jovens adultos, posando lado a lado e sorrindo para a câmera. A maioria veste camisetas verdes com a inscrição “co.liga na COP30” e usa crachás pendurados no pescoço. O grupo está em um espaço interno decorado, com paredes em tons de bege e painéis coloridos ao fundo, com ilustrações de folhas, plantas e figuras humanas. O ambiente remete a um estande ou área institucional de evento.
Edital selecionou jovens da co.liga para trabalhar durante a COP 30 em Belém. Foto: Gabriel Goudet.

A co.liga acaba de alcançar um marco expressivo: 100 mil estudantes, de todo o país, inscritos na plataforma. O número mostra o crescimento e a consolidação da escola como uma das principais iniciativas de formação e trabalho voltadas às juventudes no campo da economia criativa, cultura e tecnologia. 

Criada pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), e com a Motiva, por meio do seu instituto, como mantenedora, a co.liga é uma escola digital e gratuita que conecta formação, experimentação profissional e comunidade, por meio de uma ampla rede de parcerias e do fazer coletivo. 

Mais de 60 editais realizados 

Em quatro anos, realizou mais de 60 editais e projetos próprios, que garantiram oportunidades diretas aos estudantes, permitindo que eles coloquem em prática os conhecimentos adquiridos nos cursos. Entre as ações mais recentes está o edital realizado em parceria com a OEI, que selecionou 20 estudantes da co.liga para atuar durante a COP30, conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em novembro de 2025, em Belém.  

O paraense Carlos Santos, de 27 anos, participou do programa. “A co.liga teve um impacto muito positivo na minha vida, especialmente pela vivência intensa na COP. Trabalhar com diferentes culturas e demandas me ensinou a lidar melhor com situações complexas, um aprendizado que levo para a vida”, conta. O jovem já fez dois cursos na escola e ressalta a importância da formação gratuita, o que possibilita que mais jovens possam se qualificar. “É uma iniciativa fundamental para quem quer adquirir experiência e, muitas vezes, não sabe por onde começar”. 

Laboratórios físicos 

Para apoiar o acesso desses jovens à plataforma, a co.liga busca a instalação de laboratórios físicos, em parceria com instituições locais. Hoje a escola tem 84 espaços de conexão em 49 municípios, dois deles viabilizados pela parceria com o Instituto Motiva abertos em São Luís e em Sorocaba. A parceria também deu origem ao edital Cultura em Movimento, primeiro projeto da co.liga voltado a coletivos de performances artísticas. Lançada no segundo semestre de 2025, a iniciativa prevê a realização de apresentações culturais de 12 coletivos em estações de transporte no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.  

Rede co.ligada: mais de 130 parceiros 

A rede co.ligada é um dos pilares que permite à escola fazer mais e melhor. Com mais de 130 organizações parceiras, entre entidades da sociedade civil, instituições públicas e privadas, a articulação amplia o alcance das ações, potencializa resultados e fortalece a atuação colaborativa da co.liga na promoção da inclusão produtiva em diferentes territórios.  

Marina Magalhães, de 25 anos, conheceu a co.liga por meio de uma instituição da rede co.ligada, a organização Jovem de Expressão. Pela plataforma, teve acesso a cursos que já desejava fazer, mas que até então não havia conseguido realizar. “O curso da co.liga foi o primeiro curso profissionalizante na área de fotografia que fiz. Ele me ajudou a ter a fotografia não apenas como um hobby, mas como uma possibilidade profissional. A escola me fez ter outras percepções de vida e me possibilitou outras oportunidades. Foi muito importante para mim”, destaca a jovem do Distrito Federal que participou do Projeto Click, desenvolvido em parceria com o Instituto BRB em 2024.  
 

Grupo de cerca de 25 pessoas posa para foto em um espaço externo de evento, em frente a um arco com o texto “MICBR Iberoamérica”. À frente, uma pessoa de costas, usando camiseta amarela e boné verde, fotografa o grupo. O clima é de celebração e encontro coletivo.
Edital da co.liga leva jovens da escola para o MICBR 2025, em Fortaleza. Foto: Lucas Bulhões.

Moradora de Fortaleza, Odaya Maria, de 25 anos, foi uma das co.ligadas escolhidas no edital de trabalho do MICBR 2025. Esta foi a segunda edição do Festival a contar com estudantes atuando no evento. “A minha experiência na co.liga foi muito especial, o edital trouxe a juventude de Fortaleza para atuar em um dos maiores eventos de Cultura do país. Isso me impulsionou a iniciar minha vida profissional na prática”, avalia.  

A conexão entre formação e experimentação profissional é característica comum dos editais promovidos pela co.liga. Moradora da Zona Norte de São Paulo, Victória Teixeira, de 26 anos, hoje é uma profissional do audiovisual. Em 2023, ela participou do Projeto Meu Olhar, parceria da escola com a OEI e SPcine. Durante o projeto, ela participou de uma jornada intensa de formação e produziu seu primeiro curta metragem. O filme de Victória, assim como outras 23 produções, foi exibido pelo Canal Futura. “A co.liga foi um marco muito importante. O primeiro documentário que eu dirigi passou na TV e está na Globoplay. Isso tem um peso enorme na minha trajetória”, ressalta.  

“Fico muito feliz em ver os editais que a escola realiza. Esses projetos possibilitam descobrir o trabalho de vários jovens pelo Brasil que, de outra forma, nunca veríamos”, observa Ana Letícia Gaião, que vive em Niterói, no Estado do Rio. Ela conheceu a co.liga na época do lançamento da escola e já participou de várias atividades como mobilizadora. “A co.liga mudou a minha vida. Como mobilizadora, eu indico bastante a escola para outros jovens, mas também faço isso no meu dia a dia com amigos e familiares. São cursos gratuitos, rápidos, que ajudam muito a desenvolver algumas habilidades e podem fazer a diferença profissionalmente”. 

Cursos gratuitos de economia criativa 

Hoje a co.liga oferece 58 formações, divididas em oito segmentos da economia criativa: artes visuais, design, gastronomia, moda, multimídia, música, patrimônio cultural e tecnologia, além de uma vertente de temas transversais que aborda assuntos como comunicação antirracista, escrita de projetos e empreendedorismo.   

O foco nas juventudes é estratégico e responde a um cenário concreto. A economia criativa desponta como um campo fértil para a inclusão produtiva e segue em expansão: mais de 1,3 milhão de pessoas estavam formalmente empregadas no setor, segundo o Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil de 2025. Ao mesmo tempo, a juventude enfrenta grandes desafios para concluir a educação básica, se qualificar e acessar o mercado de trabalho. Segundo a plataforma QEdu Juventudes e Trabalho, o grupo apresenta índices de desemprego e informalidade superiores aos da população adulta. 

“Olhar para esses quatro anos da co.liga é perceber uma escola que amadureceu ao lado das juventudes, criando oportunidades reais de inclusão produtiva na economia criativa. Aprendemos que tecnologia e afeto podem caminhar juntos, que formação profissional precisa dialogar com os sonhos e realidades das pessoas. Esse é o significado de uma escola que vem articulando educação, comunidade e trabalho como pilares”, comentou a coordenadora da escola, Bruna Camargos.  

O avanço da economia criativa como setor produtivo no Brasil abre novas possibilidades de trabalho e renda, especialmente após a recriação da Secretaria de Economia Criativa pelo Ministério da Cultura, em maio de 2025, que ampliou o reconhecimento institucional e as políticas de fomento na área.  

A co.liga vem se consolidando como um pilar estratégico ao preparar pessoas para atuar nesse campo, priorizando públicos mais vulnerabilizados. As mulheres representam 59% dos estudantes matriculados e as pessoas negras somam 65%, evidenciando o compromisso da escola com a equidade e a diversidade. Além disso, 47% dos alunos têm o ensino médio completo, mas não avançaram para o ensino superior, e mais da metade (52%) vive com renda familiar de até dois salários-mínimos. 

Ao atingir 100 mil inscritos, a co.liga reafirma seu papel como uma plataforma viva de aprendizagem, articulação e oportunidades. O número representa o fortalecimento de um projeto que aposta na educação como caminho para ampliar horizontes, reduzir desigualdades e construir futuros possíveis para as juventudes brasileiras. 

“A co.liga, ao chegar aos 100 mil estudantes inscritos na plataforma, se consolida para além das conexões de formação e experimentação profissional. Se afirma como iniciativa que promove o sentido comunitário dos projetos, elevando a economia criativa a instrumento de inserção da cidadania despertada na sociedade brasileira. A co.liga se torna educadora", ressalta Telma Teixeira, coordenadora da OEI 

“Esse marco demonstra a força da co.liga e o impacto positivo da união entre instituições comprometidas com a educação. A parceria entre o Instituto Motiva, a Fundação Roberto Marinho e a OEI é fundamental para levar formação de qualidade a jovens de todo o Brasil”, destaca Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva.  

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Sobre a OEI 

Sob o lema “Fazemos a cooperação acontecer”, a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) é, desde 1949, o primeiro organismo intergovernamental de cooperação Sul-Sul no espaço ibero-americano. Atualmente, conta com 23 Estados-membros e 19 escritórios nacionais, além de sua Secretaria-Geral em Madri. Com mais de 650 projetos em andamento e mais de 400 convênios ativos de cooperação com entidades públicas, bancos multilaterais, universidades, organizações da sociedade civil, empresas e outros organismos internacionais, a OEI representa uma das maiores redes de cooperação da Ibero-América. Entre seus resultados, destaca-se a contribuição para a drástica redução do analfabetismo na região, com uma média de mais de 12 milhões de beneficiários diretos nos últimos cinco anos. Saiba mais: https://oei.int/ 

Sobre a Motiva  

Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 37 ativos, em 13 estados brasileiros e 16 mil colaboradores, sendo 20 aeroportos, 12 concessionárias de rodovias e cinco de trilhos. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em Aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado e compõe há 14 anos o hall de sustentabilidade da B3.  

Sobre o Instituto Motiva 

Entidade privada sem fins lucrativos, gerencia o investimento de impacto social da Motiva com o objetivo de gerar transformação e impacto social positivo na sociedade. Sua estratégica é organizada nas frentes de Soluções Sustentáveis, Qualidade de Vida e Redução das Desigualdades. Desde 2014, as ações do Instituto já beneficiaram mais de 22 milhões de pessoas. Saiba mais em: www.motiva.com.br/instituto/ 

Sobre a Fundação Roberto Marinho  

A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás.  Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem.  A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais.  Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br