Projeto VOA aposta no empreendedorismo para fortalecer a Zona Portuária do Rio
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Iniciativa do Instituto Cury, Fundação Roberto Marinho e ESPM vai oferecer formação para 200 moradores e empreendedores da região

Aconteceu nesta terça-feira (2) a primeira aula do projeto VOA – sua vez é agora, aberta a moradores e empreendedores da Zona Portuária do Rio de Janeiro. O encontro reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a presença de representantes das instituições realizadoras, a Fundação Roberto Marinho, o Instituto Cury e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
O VOA – sua vez é agora busca qualificar empreendimentos já em funcionamento e, também, impulsionar ideias que ainda estão no papel. A iniciativa foi criada para fortalecer o empreendedorismo na Região Portuária do Rio de Janeiro, território que vem passando por transformações e atraindo novos moradores. A proposta busca garantir que os empreendedores locais também sejam beneficiados por esse processo.
“Para nós, era fundamental que as pessoas que já vivem e atuam na região pudessem crescer junto com esse processo de transformação. A proposta é fortalecer esses empreendedores por meio da formação e da troca de conhecimentos, sempre valorizando os saberes locais. É natural que novos empresários e investidores cheguem ao território, mas é fundamental fortalecer a economia local para que esse processo de crescimento seja mais equilibrado e inclusivo”, destaca a gerente executiva do Instituto Cury, Luciana Kamimura.
Além de conhecer mais sobre o projeto e tirar suas dúvidas, a turma iniciou a jornada de formação com a primeira aula: empreendedorismo na economia criativa, conduzida pelo professor Rodrigo Carvalho, coordenador da Aceleradora Base ESPM. O período de formação termina em agosto e a expectativa é que os participantes possam concluir a jornada com um plano de negócios estruturado.
Segundo Rodrigo, um dos principais desafios enfrentados pelos empreendedores é compreender que a inovação deve orientar o desenvolvimento dos negócios. Para ele, inovar não significa apenas criar produtos ou serviços, mas encontrar respostas para problemas e demandas que ainda não foram solucionados. “O papel do programa é justamente apresentar ferramentas e metodologias que auxiliem os participantes a desenvolverem seus negócios de forma mais estruturada”.
Para a coordenadora da co.liga, Bruna Camargos, um dos principais desafios dos empreendedores é transformar boas ideias em negócios viáveis. Por isso, ela destaca a importância de uma formação que conecte conhecimentos teóricos à realidade prática de quem empreende. “Empreender faz parte do cotidiano de muitas pessoas, seja produzindo bolos para vender, abrindo um pequeno comércio ou desenvolvendo um negócio dentro de casa. Esse é o empreendedorismo real, vivido por milhares de brasileiros. Por isso, é importante que os empreendedores tenham acesso a conhecimentos sobre precificação, gestão financeira, propósito, fluxo de caixa, marketing digital e impacto social. A iniciativa oferece esse repertório e ajuda a transformar criatividade em projetos estruturados e sustentáveis”, afirma.

O VOA – sua vez é agora é desenvolvido pela co.liga, escola digital gratuita voltada para formação em economia criativa, cultura e tecnologia, com mais de 50 cursos disponíveis. Organizado em quatro etapas, o projeto tem início com uma jornada de formação, na qual os participantes terão acesso a cursos da co.liga e a aulas sobre temas estratégicos do empreendedorismo, com foco na estruturação e no fortalecimento de seus negócios.
Em seguida, parte dos projetos avança para a etapa de aceleração, recebendo apoio financeiro para que os empreendedores possam se dedicar ao desenvolvimento de suas iniciativas. Na terceira fase, dez empreendimentos serão selecionados para receber um capital semente de R$ 10 mil cada. A escolha dos contemplados está prevista para dezembro deste ano.
Já na etapa final, os negócios selecionados continuarão sendo acompanhados por especialistas durante seis meses, com foco no fortalecimento, na consolidação e no crescimento das iniciativas.
O resultado do edital será anunciado na segunda-feira (8), no site da co.liga. Os 200 selecionados serão pessoas que moram na Zona Portuária ou já têm um negócio em funcionamento nos bairros da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Caju, Cidade Nova ou São Cristóvão, incluindo o Morro da Providência, o Morro do Pinto e o Morro da Conceição.

Moradora do Morro da Providência e empreendedora da Zona Portuária, Fabiana Mendes atuou na mobilização dos participantes e conta que a maioria das inscrições que acompanhou foi de mulheres empreendedoras. Segundo ela, muitas nunca haviam participado de cursos de empreendedorismo, recebido mentorias ou tido acesso a orientações para desenvolver seus negócios. “Algumas não conheciam conceitos básicos de gestão financeira ou estratégias para fortalecer seus empreendimentos. Por isso, enxergaram no projeto uma oportunidade de aprendizado e crescimento”, afirma.
Sobre a co.liga
A co.liga é uma escola digital e gratuita de economia criativa, cultura e tecnologia, criada para ampliar oportunidades de formação, trabalho e geração de renda, especialmente para as juventudes. Realizada pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) e com a Motiva, como mantenedora, por meio de seu instituto, a iniciativa também tem o apoio do Instituto Localiza e a parceria institucional com o Ministério do Trabalho e Emprego. A escola oferece mais de 50 cursos certificados, distribuídos em oito segmentos da economia criativa e uma trilha transversal com temas como empreendedorismo, escrita de projetos e comunicação antirracista. A co.liga combina formação, experimentação profissional e uma ampla rede de parceiros para promover inclusão produtiva e mobilidade social. Saiba mais em: www.coliga.digital.
Sobre o Instituto Cury
O Instituto Cury é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada e mantida pela Cury Construtora, com personalidade jurídica e governança próprias. Atua nas Regiões Metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro com a missão de promover a mobilidade socioeconômica e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde sua mantenedora está presente. Sua estratégia está estruturada em dois eixos prioritários: Educação Profissional para Inclusão Socioprodutiva e Esporte para Mobilidade Social, promovendo geração de oportunidades e fortalecimento de capacidades para crianças, jovens e adultos. O Instituto opera majoritariamente por meio de um modelo estruturado de grantmaking, realizando a seleção e o apoio técnico-financeiro a organizações da sociedade civil parceiras. Saiba mais em: www.institutocury.org.br.
